O Amor Café com Leite | Diego e Maiara

Escrito por Jean Santos em . Publicado em Histórias de Amor

Minha história de amor começou quando eu ainda era só uma menina que ia para os retiros da Igreja para brincar e me divertir com meus amigos. Eu só tinha 15 anos quando vi o homem que fez meu coração bater diferente pela primeira vez. Nunca havia me interessado por um rapaz, nem pensava nisso. Ate ver Diego passar na minha frente em um Retiro da Igreja em Belo Horizonte.

Inexperiente, tímida e sem conhecer nada sobre ele, só tinha uma certeza: eu precisava falar com aquele cara. Hoje eu não consigo ver lógica na mania que os jovens tinham de trocar emails ao final dos retiros até mesmo com pessoas com quem não tinham trocado uma palavra. Mas essa era minha chance, e eu não poderia perde-la. E foi assim, nessas trocas “desesperadas” de email, que consegui o email de Diego. MSN passou a fazer parte da minha rotina. Esperar vê-lo online para dar um “oi” era tudo o que eu queria. E depois da primeira oportunidade de falar com ele pela internet, vi que não seria difícil conhecer quem ele era de verdade: um paulista super simpático e atencioso de 19 anos que fez meu coração se despertar para o que mais tarde eu chamaria de AMOR.

Eu, mineira descuidada, fui abrindo meu coração e dando toda a minha amizade e admiração para aquele paulista que percebi gostar de atitudes que demonstrassem carinho. Nossa amizade foi crescendo virtualmente e sempre que nos encontrávamos em retiros (onde eu fazia questão de levar as roupas de cama para “servi-lo” :-), deixando-o extremamente grato e surpreso) ou viagens a trabalho que ele fazia para BH. Depois de tantas idas e vindas, retiros, dias juntos na casa dos meus pais, Diego tinha meu coração e minha confiança. E em abril de 2007, no Retiro de Páscoa da Igreja em BH, com uma coragem que tirei não sei de onde, disse a Diego que eu o amava e que ele era o meu melhor amigo. Ele não dormiu aquela noite (e nem eu). Essa frase, que parece simples, o despertou para passar a noite inteira pensando em todas as atitudes de carinho e atenção que eu já havia tido para com ele. E assim ele descobriu que me amava. Essa alegria toda durou até fevereiro de 2008, quando recebemos uma direção por parte das autoridades sobre nossas vidas de passarmos 6 meses sem nos falar, sem nenhum tipo de contato, sem notícias nem através das famílias e amigos. Fizeram isso por eu ainda ter apenas 17 anos, tudo estar indo rápido demais e pela necessidade do Diego também ter as condições para assumirmos um compromisso para casamento. Não vou tentar descrever aqui a dor dos 6 meses longe do homem que eu amava. Eu emagreci e ele ficou careca (“careca de saudade”, ele brinca até hoje, e diz que quando via o cabelo crescendo, sabia que o tempo estava passando). Fevereiro. Março. Abril. Maio. Junho. Julho. Meses vazios. Muitas lágrimas escondidas. Muita saudade acumulada. Muita dúvida sobre a força do nosso amor resistir ao tempo e a distância. Nenhuma certeza além do amor que eu tinha por ele e da confiança que eu tinha no cuidado de Jesus para com nossas vidas.

Final de julho de 2008. Os seis meses longe do meu amor estavam acabando, mas parecia que o fim nunca chegava. Tanta ansiedade roubava meu riso. Um retiro em Lins/SP foi a distração perfeita que meus país encontraram para me ver sorrir de novo. Uma viagem. Não queria ir. Fui por obediência. E “A Obediência Precede a Revelação”. Foi no momento que cheguei em Lins que tive a maior e melhor surpresa da minha vida. Alguém que nunca imaginei que estaria lá, estava. O motivo do meu sorriso me esperava na entrada do local do retiro. Diego estava lá! Os seis meses tinham acabado! Ele ainda me amava! Ele sentiu tudo tanto quanto eu! Era tudo verdadeiro! E ele queria se casar comigo. E em agosto de 2008 Diego retornou a BH, depois de tanto tempo, e, mais um vez, me surpreendeu me pedindo em casamento. Não havia mais vazio. Nem lágrimas. Nem dúvidas. Só restava a saudade que ficava toda vez que ainda tínhamos que nos despedir até que o casamento chegasse e a ansiedade por esse dia que parecia nunca chegar. 13 de novembro de 2010. Esse foi o dia em que eu e Diego deixamos de ser dois para sermos um só.

Nosso amor tem sido como vinho: “quanto mais velho fica, melhor se torna.” O primeiro fruto desse amor chegou há pouco mais de um mês: Rebeca, nossa princesa. Vejo nela o tempo investido no amor que eu e Diego temos um pelo outro. Tudo valeu a pena. O amor vale muito a pena “O Amor não é uma luta, mas vale a pena lutar por ele…”

Maiara, esposa do Diego.

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